terça-feira, 4 de Agosto de 2009

A Cultura Juvenil Contemporânea nas Universidades Brasileiras

A diversidade cultural está presente nas diversas faculdades e universidades espalhadas pelo Brasil. Não é muito difícil perceber a atuação de grupos culturais dentro dessas instituições. Jogadores de RPG, grafiteiros, skatistas, regueiros, roqueiros e outras tribos ditam o ritmo da produção cultural da juventude.

Na atual conjuntura é notada a importância da cultura como uma das mais eficazes linguagens de comunicação e expressão da sociedade, sobretudo da juventude. A cultura urbana, por exemplo, com todo seu dinamismo e as intensas manifestações das suas tribos tornou-se, indiscutivelmente, poderosa.

Nesta lógica, torna-se fundamental que os espaços de participação juvenil, neste caso, o Movimento Estudantil, perceba a importância desses grupos e tribos que se formam no ambiente das universidades. Levando em conta, toda a influência que essas “micro organizações” exercem na construção do perfil dos estudantes e as especificidades que marcam sua atuação.

O Movimento Estudantil precisa perceber a importância dessas manifestações como uma estratégia de ampliação das relações culturais, estabelecidas no contexto contemporâneo, com as manifestações históricas, presentes no ideário popular de cada região do nosso país, o folclore, as tradições, as crenças. E a partir disso, transcrever uma ótica atualizada da sua proposta sobre o cenário cultural da juventude brasileira.

Enfim, é inadmissível que a Bienal da UNE, enquanto espaço maior de difusão da produção cultural dos estudantes universitários desse país, priorize produções focadas na lógica burocrata da academia, dificultando a participação das produções mais alternativas, desmobilizando, desta forma, as iniciativas protagonistas provenientes desta cena. Causando um divisionismo, extremamente desnecessário para um segmento social (a juventude) tão acusado e tão vitimizado pelo caos social em que se encontra nosso país.

É isso, como diria Maiakowski: “Não há arte revolucionária sem forma revolucionária”.

5 comentários:

Adriana disse...

Gstei do tom revolucionário do blog...é isso.

israel (xeu) disse...

O novimento estudantil assim como as instituições politicas são frageis. A juventude não é incetivada para a participação politica, e quando convocados muitas vezes se omitem ou se mostram desafeiçoados em relação a esse espaço.
Daí a concordo com autor do texto, porque as manifestações culturais são importante nesse processo mobilizador. Todavia precisa-se transpor o liame da mobilização para proposição dentro desse processo... acho que criando condições historicas materias para tal debate, avançaremos muito no que diz respeito a participação politica dentro da unversidade.

Rômulo disse...

É isso Xeu: a cultura como ferramenta de formação critica e mobilização consciente... É nessa perspectiva que se deve pensar a lógica cultural juvenil...

Valeu pelo comentário!!!

Iza disse...

adoro Maiakowski.

você está escrevendo muito melhor sabia? mais estruturado, mais coerente, realmente uma melhora significativa. porém, o espírito militante mesmo, que teve a sensíbilidade de perceber esse absurdo o na UNE.
bom te ver lá.

precisamos conversar mais... e outra,
movimento estudantil virou politicagem...
cada um tire proveito da sua parcela, se não... vai pra oposição.

enfim, precisamos conversar!

um abracinho, querido!

Iza disse...

sua precisa presença no meu blog sempre precisa.

adorável.

bons ventos, querido.